IPJB

Últimas Notícias

The latest news from the Joomla! Team



A cruz e a balança PDF Imprimir E-mail
Escrito por Pedro Felizola   
Seg, 28 de Dezembro de 2009 18:31

 

“A cruz de Cristo é uma revelação tanto da justiça de Deus como do seu amor.”

Anthony Hoekema, em O Cristão toma consciência do seu valor.

 

 

 

Todos, crédulos ou incrédulos, temos, ainda que involuntariamente, um retrato de Deus (ou de um deus) em nossa mente. Não necessariamente uma imagem com traços físicos, mas um desenho do caráter e da personalidade divinos. Alguns vislumbram um pai extremamente carinhoso e afável; outros, uma figura austera, dura e implacável.

 

Na verdade, quase sempre enfatizamos alguns dos atributos de Deus em detrimento de outros, e é especialmente curioso o fato de ser possível fazer uma leitura das Escrituras de forma a enxergar o sacríficio de Cristo, por exemplo, como a prova inequívoca e definitiva do amor de Deus, para então se afirmar que tal gesto é simplesmente incompatível com a ideia de um Deus irado e vingativo, extraída apressadamente por muitos após um contato superficial com o Antigo Testamento.

 

Contudo, é preciso analisar a cruz e perceber que não apenas o amor de Deus é revelado ali, mas igualmente a sua justiça. Ao enviar Jesus ao calvário, o Pai mostrou quão grave e profunda fora a condenação do pecado, e exigiu a quitação do preço exigido para a expiação. A substituição operada (Cristo em nosso lugar) significa exatamente a satisfação da ira divina para com o homem, sendo este justificado em Jesus. A justiça é evidenciada no cumprimento da pena imposta pelo pecado. Nas palavras de Hoekema, transcritas do livreto acima indicado, o sacrifício expiatório de Cristo “[...] é a base judicial para a remoção de nossa culpa.”

 

Por isso, não é possível enxergar isoladamente o amor ou a justiça de Deus. A cruz encharcada de sangue significa que Deus amou o mundo a ponto de dar seu próprio filho para salvá-lo, mas significa também que esse mesmo Deus não se esqueceu do pecado e simplesmente deixou passar em branco o fatídico episódio do Éden. O preço, caro e sem desconto, foi integralmente pago. Devemos, portanto, glorificar o Pai pela graça manifesta em Cristo e viver dignamente o Evangelho da nossa salvação.

Um 2010 abençoado para todos, na graça e no amor de Jesus!

Pedro Felizola

Última atualização em Seg, 28 de Dezembro de 2009 23:14
 
Jovens em oração! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Samuel Costa   
Seg, 16 de Novembro de 2009 10:16

Oi Galera Linda e abençoada!

Vocês fazem parte daquele grupo cujo Amor não se esfriou. Aleluia! Uma juventude que deseja amar e servir a Jesus de todo o coração! Todas as segundas, das 18 às 20 horas temos oração na sala de oração da igreja. Alguns jovens e adolescentes já passaram por lá. Convidamos a todos que venham orar! Deus tem visitado nossas vidas nesses momentos! Vocês não podem perder! Hoje, às 18 horas. Esperamos por vocês.

Tenham todos um dia muito abençoado com Jesus!

Abraços!

Ana Maria Martins

 
Formulário de desligamento PDF Imprimir E-mail
Escrito por pedrofelizola   
Qua, 07 de Outubro de 2009 20:44



Motivo do desligamento: Decidi mudar de área e me foi oferecido um novo emprego. Gostaria de aproveitar a oportunidade para, oficialmente, agradecer o tempo em que aqui estive, pois, certamente, aprendi muito. Mergulhei de corpo e alma nos enfrentamentos de cada dia. Aos poucos, porém, algo começou a me incomodar, e desfruto deste espaço também para compartilhar isso com os colegas, talvez como uma última colaboração.

Sempre entendi que meu serviço não seria um mar de flores. Afinal, o trabalho era árduo e penoso. Era necessário um sacrifício diário, às vezes dolorido até mesmo fisicamente, para chegar ao glorioso resultado. Ver a missão cumprida e meus superiores olhando para mim com olhar de orgulho fazia tudo valer a pena, até mesmo aquele horror que algumas pessoas sentiam de mim. Sempre valeu. Até que um dia, eu resolvi prestar atenção ao meu redor. Vi pessoas sofrendo, fragilizadas. Se elas mereciam? Posso dizer que a maioria sim. Contudo, por algum motivo, me senti culpada pelo sofrimento delas naquele momento.

“Mas que besteira! Só estou fazendo meu trabalho”, pensei, mas a inquietação não saía de minha mente. De qualquer forma, continuei com minha eficiência nata. “Viva o profissionalismo!”, exclamava para mim mesma, tentando me convencer a continuar ensinando aquilo que eu acreditava que os outros deveriam aprender. Fui levando esse conflito interno por algum tempo, até que minha serventia começou a correr sério risco por uma decisão absurda do governo (sabe uma daquelas leis aparentemente moralizantes, mas que no final só beneficia a poucos?). Eu estava revoltada com a vida, reivindicando para as paredes. Foi quando um homem baixinho entrou no meu serviço com um livro grosso na mão e começou, de repente, a contar uma história.

Não entendi muito bem o que acontecia e tudo que ele disse, mas me lembro que, em um momento, ele contou que um homem chamado Paulo gostava de escrever cartas identificando-se como prisioneiro de Cristo. Aquilo me marcou por alguma razão. Fiquei confusa, não fazia o menor sentido para mim. Sempre ouvi dizer que Jesus era liberdade, alegria, paz e todas essas coisas bonitas. Fiquei intrigada e resolvi descobrir como era a prisão do tal Paulo. Puxei o baixinho na saída e o fiz explicar. Bom, foi ali que tudo mudou.

Posso estar sendo radical, mas a verdade é que, desde então, não pude mais aceitar a ideia de simplesmente impor a alguém o que eu pensava e não ajudá-lo a mudar de vida. Sei que meu emprego não era necessariamente errado, mas eu senti que podia fazer mais. Muitas vezes eu pensava que aquelas pessoas não fossem dignas de uma segunda chance, mas então vi que eu também não era e, mesmo assim, eu estava tendo a oportunidade de mudar. Resolvi aceitar o novo cargo: contar meu testemunho e ensinar as pessoas a serem presas à liberdade de Cristo. Contraditório? Para mim não é mais. Fui convidada a prender homens para o Senhor.

Abraços,
Algema

PS: Texto vencedor do desafio final do GINCANÃO da Juventude da IPJB, cujo tema era Liberdade. Escrito por Ana Cláudia Maia Felizola, da Equipe Azul (vulgo EPIUQE LUZA).

Última atualização em Ter, 13 de Outubro de 2009 16:27